Estamos todos sozinhos
E é proibido sentir solidão.
Em meio a tantos rostos frios
Cercados estamos de nãos.
No fim não restarão flores
Nem amores para histórias contar.
No final, meu caro amigo,
Este teu sorriso não vai sobrar.
O que fica, o que resta,
O que sabe perecer no tempo
É a poesia, que sem secar
Sabe se espalhar no vento.
sábado, 19 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
De sobra
Não me amas, eu sei.
Não pensas em mim
De olhos vidrados
E coração pulsando,
Eu também sei.
Mas há espaço de sobra
No meu coração
Para a tua falta de amor.
Mas há imaginação de sobra
Na minha mente
Para que eu sonhe para nós dois.
Mas há tantos olhos
Que vivem vidrados
E perdem os sopros da vida.
E há um coração aqui
Que pulsa, mesmo vazio,
Esperando o teu,
Mesmo que ele nunca venha.
Não pensas em mim
De olhos vidrados
E coração pulsando,
Eu também sei.
Mas há espaço de sobra
No meu coração
Para a tua falta de amor.
Mas há imaginação de sobra
Na minha mente
Para que eu sonhe para nós dois.
Mas há tantos olhos
Que vivem vidrados
E perdem os sopros da vida.
E há um coração aqui
Que pulsa, mesmo vazio,
Esperando o teu,
Mesmo que ele nunca venha.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Tormento
Há sempre uma sombra negra
A atormentar meu espírito,
Escurecendo os dias mais claros
Banhando em lágrimas os sorrisos.
A sofrer fui destinada desde
O início de minha curta vida.
Quando ainda nem o corpo havia
Minh’alma solitária já sofria.
E crescendo sob o estigma
De sempre viver em agonia
Vou buscando o inexistente
E perdendo traços de alegria.
A atormentar meu espírito,
Escurecendo os dias mais claros
Banhando em lágrimas os sorrisos.
A sofrer fui destinada desde
O início de minha curta vida.
Quando ainda nem o corpo havia
Minh’alma solitária já sofria.
E crescendo sob o estigma
De sempre viver em agonia
Vou buscando o inexistente
E perdendo traços de alegria.
terça-feira, 31 de março de 2009
Epitáfio
Aqui jaz um grande,
Mas enfermo e cansado,
Amor.
Não deixeis flores,
Cravos, begônias, enfim,
Deixai a tua memória,
Teus versos e cantos afins.
Mas enfermo e cansado,
Amor.
Não deixeis flores,
Cravos, begônias, enfim,
Deixai a tua memória,
Teus versos e cantos afins.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Durante um tempo
Durante um tempo - quase um ano, eu pensei que conseguiria sobreviver sem colocar no papel (ou no computador) as minhas emoções. Foi um momento em que a poesia começou a modificar aquilo que eu sentia pelas pessoas e, ao invés de ser uma válvula de escape, transformou-se em minha perdição.
Eu estava errada, completamente errada, quando imaginei que seria "produtivo" parar de escrever e tentar ser menos sensível ao mundo e às pessoas. Eu sou viciada nisto, não consigo viver sem registrar o que sinto em forma de versos e, mesmo que isto modifique meus sentimentos e a minha razão, eu não consigo me desvencilhar da única droga em que eu sou viciada: a poesia.
Falso ser
"Eu sou aquilo que falhei ser."
(Bandeira)
Eu quase não existo
Quando finjo, ao mundo,
Prudentemente existir
E não me sentir em tudo.
Eu sou o retrato da alma
Fracassada, derrotada,
Lentamente estagnada:
Eu não me enxergo em nada.
Como borboleta sem rumo,
Vivendo presa em casulo
Vou seguindo um caminho
Que do futuro leio tudo.
Eu quase não sou
Quando tento, inútil ser
O destino que me impôs
O amanhã que não sei viver.
Eu estava errada, completamente errada, quando imaginei que seria "produtivo" parar de escrever e tentar ser menos sensível ao mundo e às pessoas. Eu sou viciada nisto, não consigo viver sem registrar o que sinto em forma de versos e, mesmo que isto modifique meus sentimentos e a minha razão, eu não consigo me desvencilhar da única droga em que eu sou viciada: a poesia.
Falso ser
"Eu sou aquilo que falhei ser."
(Bandeira)
Eu quase não existo
Quando finjo, ao mundo,
Prudentemente existir
E não me sentir em tudo.
Eu sou o retrato da alma
Fracassada, derrotada,
Lentamente estagnada:
Eu não me enxergo em nada.
Como borboleta sem rumo,
Vivendo presa em casulo
Vou seguindo um caminho
Que do futuro leio tudo.
Eu quase não sou
Quando tento, inútil ser
O destino que me impôs
O amanhã que não sei viver.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Como?
Como apagar em mim
Teus beijos embebidos de amor
Se me acompanham o gosto da boca
Por todos os caminhos que vou?
Como nunca mais pensar
Nos teus olhos pequenos e negros
Se seguem os rumos dos meus
E falam de universos perfeitos?
Como desmanchar meus desejos
De contigo eternamente estar
Se teus anseios ocuparam meus sonhos
E sem ti desaprendi a sonhar?
Teus beijos embebidos de amor
Se me acompanham o gosto da boca
Por todos os caminhos que vou?
Como nunca mais pensar
Nos teus olhos pequenos e negros
Se seguem os rumos dos meus
E falam de universos perfeitos?
Como desmanchar meus desejos
De contigo eternamente estar
Se teus anseios ocuparam meus sonhos
E sem ti desaprendi a sonhar?
segunda-feira, 10 de março de 2008
Meu Bem
Eu sei, meu bem,
Não foi em vão
O sentir que ainda
É vivo no coração.
Se me prende
A alma a chorar,
Se me acelera
O espírito a lembrar,
Se me desperta
A mente no olhar,
Se me abandona
O destino a respirar,
Se me finaliza
A vida te deixar.
Eu sei, é o amor
Que nunca é vão.
É eterno, é forte,
Invade o coração.
Não foi em vão
O sentir que ainda
É vivo no coração.
Se me prende
A alma a chorar,
Se me acelera
O espírito a lembrar,
Se me desperta
A mente no olhar,
Se me abandona
O destino a respirar,
Se me finaliza
A vida te deixar.
Eu sei, é o amor
Que nunca é vão.
É eterno, é forte,
Invade o coração.
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